As técnicas e ferramentas usadas na reabilitação, e o que cada uma faz.
O Instituto Glia de Neuroreabilitação, em Alphaville, Barueri (SP), utiliza recursos que combinam exercício terapêutico com técnicas específicas de estimulação e treino: neuromodulação, gameterapia, terapia por contensão induzida, treino orientado à tarefa, treino cognitivo-motor, treino em esteira com ou sem suspensão de peso, terapia do espelho, eletroterapia, confecção de órteses e avaliações padronizadas. A escolha dos recursos é definida na avaliação, conforme o quadro funcional e os objetivos de cada pessoa.
Quem procura reabilitação neurológica esbarra numa lista de nomes técnicos — neuromodulação, contensão induzida, gameterapia, treino orientado à tarefa — sem saber o que cada um faz, para que serve, nem qual se aplica ao seu caso.
Esta página explica cada recurso pelo que ele efetivamente faz. Nenhum deles é tratamento por si só: são ferramentas combinadas ao exercício terapêutico, e a escolha depende do quadro funcional e dos objetivos definidos na avaliação. O recurso adequado é o que responde ao problema daquela pessoa.
O que cada recurso faz
Neuromodulação
Promove a ativação de redes neurais por meio de correntes aplicadas às regiões que se deseja ativar. Associada a exercícios específicos, atua na reorganização cortical e pode favorecer a recuperação de movimento, sensibilidade, equilíbrio, coordenação e o controle da dor. Ver a página sobre neuromodulação não invasiva
Gameterapia
Videogames aplicados à reabilitação. Por seu aspecto lúdico e dinâmico, favorecem a repetição do movimento associada a percepção, raciocínio, memória, planejamento e tomada de decisão. Há estudos que apontam benefícios em equilíbrio, marcha, coordenação e cognição em idosos e em condições neurológicas como AVC, Parkinson, esclerose múltipla, TCE, ataxias e lesão medular.
Terapia por Contensão Induzida
Tratamento intensivo e progressivo aplicado em um programa de 10 dias, com restrição do membro não afetado, pacote de exercícios para casa e estratégias comportamentais que favorecem o uso do membro afetado. Ver a página sobre Terapia por Contensão Induzida
Treino com suspensão de carga
Quando alterações de força, tônus ou equilíbrio impedem manter posturas como sentado ou em pé, o colete e os suportes permitem sustentar a postura e realizar movimentos já na fase inicial do tratamento, com repercussão também sobre aspectos respiratórios, circulatórios, metabólicos e ósseos.
Treinamento intensivo
Abordagem que concentra muitas horas de exercício em poucos dias, reunindo diferentes técnicas e recursos para estimular a reorganização do sistema nervoso.
Treino cognitivo-motor
Associa a execução do movimento a uma função cognitiva — cálculo, nomeação, memorização, atenção dividida, planejamento de estratégia. Trabalha ao mesmo tempo o desempenho motor e o cognitivo, e favorece aprendizado, generalização e automatização do movimento.
Treino orientado à tarefa
Treino dos componentes necessários às atividades importantes para cada pessoa. O fisioterapeuta estimula os movimentos relacionados à tarefa, ajusta postura e adaptações e trabalha a repetição; o terapeuta ocupacional treina a atividade em si, confecciona órteses ou dispositivos, treina em ambientes diversos e define com a pessoa e a família as adaptações necessárias no ambiente.
Treino em esteira
Usado na recuperação da marcha, com ou sem suspensão de peso. Trabalha descarga de peso, mobilidade e aspectos específicos do andar, como ritmo, simetria, cadência e equilíbrio, com repercussão óssea, circulatória, cardiovascular e metabólica.
Terapia do espelho
Ativação de vias cerebrais pela ilusão visual de movimento do membro afetado, associada ao movimento conduzido pelo terapeuta e a estímulos sensoriais. Aplicada em casos de AVC, traumatismo craniano e paralisia cerebral.
Confecção de órteses
Prescrição e confecção de órteses personalizadas que respeitam anatomia e funcionalidade. Podem ser indicadas para proteger articulações, evitar deformidades, melhorar o alinhamento e manter amplitude de movimento. Ver a página sobre confecção de órteses
Eletroterapia
Atua sobre dor, ativação e fortalecimento muscular, espasticidade, cicatrização, edema e inflamação. Na fisioterapia neurológica é usada para controle da dor, modulação do tônus e ativação muscular, tanto em casos de paralisia total quanto onde há algum grau de contração.
Avaliações padronizadas
Além da avaliação clínica individualizada, são aplicados testes e escalas padronizados conforme o quadro funcional e o diagnóstico. Isso permite estabelecer metas, acompanhar a evolução e discutir o caso com outros profissionais de saúde.
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Autoria e revisão
Conteúdo sob responsabilidade técnica de Dra. Tatiana de Paula Oliveira — Crefito-3/31193-F.
Última atualização: 28 de julho de 2026
