Manter mobilidade, equilíbrio e autonomia ao longo da progressão da doença.
A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa crônica causada pela perda progressiva de neurônios de uma área específica do cérebro, o que reduz a produção de dopamina — neurotransmissor essencial para o controle dos movimentos. Seus sintomas motores principais são tremor, rigidez, lentidão dos movimentos (bradicinesia) e instabilidade postural. A fisioterapia neurológica atua na mobilidade, no equilíbrio, na marcha, na rigidez e no freezing (congelamento, quando os pés parecem grudar no chão), com o objetivo de manter a independência nas atividades do dia a dia. No Instituto Glia de Neuroreabilitação, em Alphaville, Barueri (SP), o tratamento parte de uma avaliação neurofuncional de 60 a 90 minutos.
Abotoar a camisa, virar na cama, levantar da poltrona, escrever um bilhete que continue legível: na doença de Parkinson são as tarefas pequenas que começam a pedir tempo e atenção. Há o momento em que os pés parecem grudar no chão bem na hora de atravessar uma porta, e há o medo da queda, que muitas vezes aparece primeiro na família.
A fisioterapia neurológica trabalha nesse terreno — mobilidade, equilíbrio, marcha, rigidez e congelamento. Como o Parkinson é progressivo, o tratamento não é um pacote fechado: ele acompanha a doença, muda de foco conforme a fase e é reavaliado ao longo do tempo. É o fisioterapeuta com formação em neurologia que ajusta exercício, intensidade e estratégia a cada etapa, a partir do que a avaliação mostra.
Sintomas da doença de Parkinson
Sintomas motores principais
| Sintoma | O que é |
|---|---|
| Tremor | Movimentos involuntários e rítmicos, geralmente começando nas mãos |
| Rigidez | Aumento do tônus muscular, que torna os movimentos mais lentos e difíceis |
| Bradicinesia | Lentidão dos movimentos voluntários — andar, falar ou se vestir tornam-se mais lentos |
| Instabilidade postural | Dificuldade de manter o equilíbrio ao levantar, virar ou andar, com aumento do risco de quedas |
Outras manifestações
- Fala — voz baixa, monótona e dificuldade de articulação.
- Sono — insônia, sonolência diurna e alterações de comportamento durante o sono.
- Sensibilidade — dor, formigamento e alterações do olfato.
- Funções autonômicas — constipação, incontinência urinária, queda de pressão ao levantar e disfunção sexual.
- Cognição e humor — dificuldades de memória, de atenção em múltiplas tarefas e de planejamento de ações complexas, além de depressão e apatia.
A doença de Parkinson não afeta apenas o movimento em si, mas também o planejamento da ação, a tomada de decisão para iniciar um movimento e a atenção necessária para executá-lo.
O diagnóstico é feito por médico neurologista. Diante de sintomas como estes, a orientação é procurar
avaliação médica para diagnóstico e início do tratamento adequado.
Dificuldades frequentes no dia a dia
A fisioterapia trabalha sobre situações concretas que costumam se tornar difíceis:
- levantar da cama, da cadeira ou do carro;
- virar-se na cama;
- desequilíbrios frequentes e risco aumentado de quedas;
- movimentos mais lentos, curtos e difíceis;
- entrar e sair de elevadores, escadas e esteiras rolantes;
- andar em lugares estreitos, corredores e passagens de porta;
- virar os pés para mudar de direção;
- iniciar ou interromper a caminhada;
- escrever.
O trabalho da fisioterapia identifica em que parte da ação está a maior dificuldade e planeja a sequência de movimentos, os ajustes de postura e de equilíbrio para que a atividade seja executada de forma mais fluida. Quando a pessoa incorpora esses ajustes ao dia a dia, o treino se torna mais eficaz e a adesão ao tratamento aumenta.
Cuidado multidisciplinar
O acompanhamento de uma pessoa com doença de Parkinson envolve mais de uma área:
| Área | Papel |
|---|---|
| Medicina | Diagnóstico e tratamento, conduzidos por neurologista ou neurocirurgião |
| Fisioterapia | Rigidez, mobilidade, equilíbrio, marcha e prevenção de quedas |
| Terapia ocupacional | Adaptação de ambiente e de atividades para preservar a independência |
| Fonoaudiologia | Fala, voz e deglutição |
No Instituto Glia, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional acompanham o caso em conjunto, com discussão entre os profissionais que atendem a mesma pessoa.
Recursos usados na reabilitação
Treino orientado à tarefa — treino das atividades em que há dificuldade: virar na cama, levantar da cadeira, evitar ou sair do freezing.
Neuromodulação — recurso que modifica a atividade cerebral, inibindo ou estimulando circuitos neurais e áreas específicas.
Gameterapia — jogos que propõem exercícios desafiadores e seguros, estimulando movimento, marcha, atenção e equilíbrio de forma controlada.
Exercício regular — pela característica progressiva da doença, a prática regular de exercício físico tem papel reconhecido tanto na evolução do quadro quanto na qualidade de vida.
Cuidados continuados
Cuidados continuados são o conjunto de práticas orientadas por profissionais de saúde para atenuar os sintomas e oferecer suporte físico e emocional. Apoiam-se em quatro pilares:
- Alívio dos sintomas — controle de rigidez, equilíbrio e mobilidade.
- Suporte emocional — apoio ao paciente e à família para lidar com as dificuldades da doença.
- Comunicação — canal aberto para que paciente e família expressem preocupações e dúvidas.
- Planejamento — plano de cuidado individualizado, construído com o paciente e a família.
Como é a avaliação
A avaliação segue protocolo definido e identifica as condições clínicas e as dificuldades apresentadas. A partir dela, o fisioterapeuta apresenta ao paciente e à família os protocolos de tratamento possíveis, a condução, os valores e as formas de pagamento.
Duração: de 60 a 90 minutos. Para valores, entre em contato.
Perguntas frequentes
Fisioterapia ajuda no Parkinson?
Sim. A fisioterapia neurológica atua sobre mobilidade, equilíbrio, marcha, rigidez e freezing, e trabalha as atividades do dia a dia que se tornaram difíceis. Como a doença é progressiva, o acompanhamento tem papel tanto na manutenção da funcionalidade quanto na prevenção de quedas.
O que é freezing na doença de Parkinson?
Freezing, ou congelamento da marcha, é o bloqueio súbito do movimento em que os pés parecem grudar no chão, comum ao iniciar a caminhada, ao passar por portas e corredores estreitos ou ao mudar de direção. A fisioterapia trabalha estratégias específicas para prevenir e sair desses episódios.
A fisioterapia cura o Parkinson?
Não. A doença de Parkinson é neurodegenerativa e os tratamentos disponíveis atuam sobre os sintomas. O objetivo da reabilitação é manter mobilidade, equilíbrio e autonomia ao longo da progressão, e reduzir o impacto dos sintomas nas atividades do dia a dia.
Com que frequência a pessoa com Parkinson deve fazer fisioterapia?
A frequência é definida na avaliação, conforme o estágio da doença, as dificuldades apresentadas e os objetivos de cada pessoa. A prática regular de exercício é parte do tratamento, e a orientação inclui o que fazer entre as sessões.
Quem faz o diagnóstico de Parkinson?
O diagnóstico é feito por médico neurologista. A fisioterapia atua na reabilitação, junto ao acompanhamento médico, não no lugar dele.
O Instituto Glia atende em domicílio?
Sim. Além dos consultórios em Alphaville, Barueri, o Instituto realiza atendimento domiciliar.
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Autoria e revisão
Conteúdo sob responsabilidade técnica de Dra. Tatiana de Paula Oliveira — Crefito-3/31193-F.
Última atualização: 28 de julho de 2026
