Terapia Ocupacional

Retomar as atividades do dia a dia — cuidar de si, usar a mão, voltar às tarefas de casa e de trabalho.

A terapia ocupacional facilita a realização das atividades do dia a dia comprometidas por uma condição neurológica: cuidar de si, alimentar-se, vestir-se, usar a mão afetada, retomar tarefas de casa e de trabalho. Sua ação abrange treino específico das atividades, terapia da mão, confecção de órteses personalizadas, prescrição e adequação de cadeira de rodas, e as adaptações necessárias no ambiente. No Instituto Glia de Neuroreabilitação, em Alphaville, Barueri (SP), o atendimento é conduzido pela terapeuta ocupacional Ana Paula Matsubara (CREFITO-3/9314-TO). Os casos de terapia da mão e de órtese sob medida são encaminhados a terapeuta ocupacional parceira especializada na área.

Recuperar o movimento do braço e continuar sem conseguir abotoar a camisa são coisas diferentes. Entre a função que volta na sessão e a tarefa que a pessoa precisa fazer em casa existe uma distância — e é nessa distância que a terapia ocupacional trabalha.

A pergunta que orienta o tratamento não é "quanto de movimento você recuperou", e sim "o que você precisa voltar a fazer": tomar banho sozinho, preparar uma refeição, segurar o talher, voltar ao trabalho, sair de casa com segurança. A partir do que a pessoa elege como importante, o treino é montado sobre a atividade real, não sobre o exercício isolado, inserindo adequações e adaptações sempre que necessário para chegar o quanto antes à vida real.

O que a terapia ocupacional trabalha

FrenteO que envolve
Atividades de vida diáriaTreino específico das tarefas de autocuidado e de rotina — higiene, banho, vestuário, alimentação, tarefas domésticas
Terapia da mãoRecuperação da função da mão e do membro superior, com foco na preensão, na destreza e no uso funcional
Confecção de órtesesÓrteses que respeitam anatomia e funcionalidade, indicadas para proteger articulações, evitar deformidades, melhorar o alinhamento e manter amplitude de movimento. Parte vem pronta de fornecedor e é ajustada à pessoa; os casos que exigem órtese sob medida — tipicamente os de mão — vão para a parceira
Cadeira de rodas e dispositivosPrescrição e adequação da cadeira e de dispositivos que facilitem a tarefa
Adaptação do ambienteDefinição, com a pessoa e a família, das adequações necessárias em casa e nos ambientes de uso

Como se articula com a fisioterapia

As duas áreas atuam sobre a mesma tarefa por ângulos diferentes, e é isso que dá o resultado funcional.

No treino orientado à tarefa, o fisioterapeuta estimula os movimentos relacionados à atividade, ajusta postura e adaptações e trabalha a repetição necessária ao aprendizado. A terapeuta ocupacional trabalha a tarefa em si: treina a atividade completa, confecciona órteses ou dispositivos que a viabilizem, treina em ambientes diversos e define com a pessoa e a família as adaptações do ambiente.

Um exemplo: para voltar a se alimentar sozinho, a fisioterapia trabalha o controle de tronco, os movimentos e o alcance do braço; a terapia ocupacional trabalha a preensão do talher, a órtese que estabiliza o punho, a altura da mesa e a sequência da refeição.

A profissional

Dra. Ana Paula Mieko Matsubara — CREFITO-3/9314-TO

Terapeuta ocupacional graduada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com aprimoramento em Reabilitação Física na Divisão de Medicina de Reabilitação do HC-FMUSP. Soma catorze anos na AACD, em reabilitação de adultos, e passagens pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM). Tem formação em conceito Bobath para adultos, Terapia por Contensão Induzida, comunicação alternativa e adequação postural.

Ver o perfil completo da Dra. Ana Paula Matsubara

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Avaliação de Terapia Ocupacional

A avaliação segue um protocolo definido que identifica as condições clínicas, as dificuldades apresentadas e suas causas, além dos objetivos do cliente com o tratamento. A partir dela, o nosso especialista (fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional ou psicólogo) apresenta ao cliente e à família as áreas que precisam atuar no processo de reabilitação (caso isso já não tenha sido feito pelo neurologista ou fisiatra responsável pelo caso), os protocolos possíveis e a evolução esperada. Cada área realiza sua avaliação específica, define causas e objetivos de acordo com a sua expertise, e após as avaliações a equipe alinha objetivos, define a frequência de cada tratamento e valores e formas de pagamento.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre fisioterapia e terapia ocupacional?

A fisioterapia trabalha o movimento, a força, o equilíbrio e a marcha. A terapia ocupacional trabalha a realização das atividades — usar a mão para uma tarefa, vestir-se, preparar uma refeição, voltar ao trabalho. As duas atuam sobre o mesmo caso por ângulos diferentes e costumam ser conduzidas em paralelo.

O que é terapia da mão?

É a área que trata das condições que afetam a função da mão e do membro superior, recuperando preensão, destreza e uso funcional no dia a dia. Envolve também a confecção de órteses quando indicada.

Para que serve uma órtese?

A órtese pode proteger articulações, evitar deformidades, melhorar o alinhamento para favorecer o movimento e manter a amplitude articular. A indicação e o modelo saem da avaliação — e dela sai também se o caso é atendido por modelo pronto ou exige órtese sob medida.

A terapia ocupacional atende quem teve AVC?

Sim. É uma das condições mais frequentes, junto com traumatismo cranioencefálico, esclerose múltipla, lesão medular e demências, entre outras condições neurológicas com impacto nas atividades do dia a dia.

A terapia ocupacional ajuda na escolha da cadeira de rodas?

Sim. A prescrição e a adequação da cadeira de rodas fazem parte da atuação, considerando as medidas da pessoa, o quadro funcional e os ambientes em que ela circula.

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Autoria e revisão

Conteúdo sob responsabilidade técnica de Dra. Ana Paula Mieko Matsubara — Terapeuta Ocupacional, CREFITO-3/9314-TO.

Última atualização: 21 de setembro de 2026

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