Reabilitação da comunicação afetada por afasia, disartria e apraxia de fala.
Alterações de linguagem e fala comprometem a capacidade de se comunicar, afetando a compreensão, a expressão, a articulação ou a organização do que se quer dizer. Depois de um acidente vascular cerebral (AVC), de um traumatismo cranioencefálico ou no curso de doenças neurodegenerativas, as formas mais frequentes são a afasia, a disartria e a apraxia de fala. A fonoaudiologia é a área responsável por avaliar e reabilitar essas funções. No Instituto Glia de Neuroreabilitação, em Alphaville, Barueri (SP), o atendimento é conduzido pela fonoaudióloga Rebecca Pelicer Castro Neves (CRFa 2-22037), com especialização em afasia.
Saber exatamente o que se quer dizer e não encontrar a palavra. Ouvir a frase inteira e não montar o sentido. Falar e perceber, pela cara de quem escuta, que não saiu do jeito que devia. A dificuldade de comunicação tem um efeito que os outros sintomas não têm: ela mexe em quem a pessoa é para os outros.
O telefone deixa de tocar, as visitas ficam mais curtas, a família começa a completar as frases — e a pessoa vai falando cada vez menos, não por não conseguir, mas para não passar pelo constrangimento. A reabilitação trabalha as habilidades de linguagem e fala e, junto com elas, os caminhos para voltar a participar da conversa: o que a pessoa consegue fazer hoje, e como quem convive com ela pode sustentar esse diálogo.
Principais condições atendidas
| Condição | O que é | Como costuma aparecer |
|---|---|---|
| Afasia | Alteração da linguagem por lesão nas áreas cerebrais responsáveis por ela, com mais frequência após AVC | Dificuldade para encontrar palavras, para compreender o que é dito, para ler ou escrever |
| Disartria | Alteração motora da fala por fraqueza ou incoordenação dos músculos da articulação | Fala arrastada, enrolada, com volume baixo ou pouco inteligível |
| Apraxia de fala | Dificuldade no planejamento motor dos movimentos da fala, sem fraqueza muscular que a explique | A pessoa sabe o que quer dizer, mas a boca não organiza a sequência de sons |
As três podem ocorrer juntas, e distingui-las é parte do trabalho da avaliação — cada uma pede uma abordagem diferente.
Como é a avaliação
A avaliação analisa compreensão, expressão, articulação e planejamento motor da fala, identificando onde está a dificuldade e o que está preservado. É esse mapa que define a abordagem: quem tem apraxia não se beneficia do mesmo trabalho de quem tem disartria, ainda que para quem escuta as duas soem como "dificuldade de falar".
Também entram no levantamento a leitura, a escrita e as formas alternativas de comunicação que a pessoa já usa espontaneamente.
Como é a reabilitação
- Trabalho direto sobre a função afetada — compreensão, evocação de palavras, organização da frase, articulação ou planejamento motor, conforme o quadro.
- Foco na comunicação funcional — o objetivo é a pessoa conseguir dizer o que precisa no dia a dia, com os recursos de que dispõe, e não apenas acertar tarefas em sessão.
- Estratégias compensatórias e comunicação alternativa quando indicadas, como apoio de imagens, escrita ou gestos, usadas para sustentar a comunicação enquanto a reabilitação avança.
- Reavaliação periódica, para acompanhar a evolução e reorientar as metas.
Orientação à família
Quem convive influencia diretamente o quanto a pessoa se comunica. A orientação abrange como formular perguntas, quanto tempo esperar pela resposta, quando ajudar e quando não completar a frase, e como manter a pessoa dentro da conversa em vez de falar sobre ela na terceira pessoa.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre afasia, disartria e apraxia de fala?
A afasia afeta a linguagem — encontrar palavras, compreender, ler, escrever. A disartria afeta a execução motora da fala por fraqueza ou incoordenação muscular. A apraxia afeta o planejamento dos movimentos da fala, sem fraqueza que a explique. As três podem coexistir, e a avaliação é o que as distingue.
A pessoa com afasia entende o que falam com ela?
Depende do tipo e da extensão do quadro. Em muitos casos a compreensão está bem mais preservada que a expressão — a pessoa entende o que se diz e não consegue responder. Por isso não se deve falar dela na terceira pessoa como se não estivesse presente.
Afasia tem tratamento?
A fonoaudiologia trabalha a recuperação das habilidades de linguagem e a comunicação funcional. O que se recupera em cada caso depende da extensão e da localização da lesão, do tempo desde o evento e das condições clínicas — a avaliação é o que permite definir metas para cada pessoa.
Quem teve AVC há muito tempo ainda pode fazer fonoaudiologia?
Sim. A avaliação é o que define se há trabalho a fazer e quais objetivos são realistas naquele momento, independentemente do tempo decorrido.
Como a família deve conversar com quem tem afasia?
Falar diretamente com a pessoa, em frases curtas, um assunto por vez, dando tempo para a resposta sem completar as frases por ela, e aceitando gesto, escrita ou imagem como formas válidas de resposta. A orientação específica faz parte do acompanhamento.
Quem trata alterações de linguagem e fala?
O fonoaudiólogo. O diagnóstico da doença de base é do médico — neurologista, na maior parte dos casos —, e o trabalho costuma ser integrado à fisioterapia e à terapia ocupacional.
O Instituto Glia atende em domicílio?
Sim. Além do atendimento nos consultórios em Alphaville, Barueri, o Instituto realiza atendimento domiciliar.
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Autoria e revisão
Conteúdo sob responsabilidade de Fga. Rebecca Pelicer Castro Neves — CRFa 2-22037.
Última atualização: 30 de julho de 2026
