Esclerose Múltipla

Recuperar sequelas de surto, manejar a fadiga e manter o melhor desempenho possível.

A fisioterapia neurológica na esclerose múltipla atua na recuperação das sequelas deixadas pelos surtos, no manejo da fadiga e na manutenção de força, equilíbrio e marcha entre um surto e outro. O exercício precisa ser individualizado e ter a dose ajustada caso a caso: deve desafiar o sistema nervoso sem agravar a fadiga, considerando a atividade do surto e até a temperatura do ambiente. No Instituto Glia de Neuroreabilitação, em Alphaville, Barueri (SP), a dose é definida a partir da avaliação do desempenho em cada repetição de cada exercício.

A esclerose múltipla cobra em dois tempos: o surto, que deixa sequela e exige recuperação, e o intervalo entre surtos, em que a fadiga — que não é o cansaço de quem dormiu mal — dita o que dá para fazer no dia. Muita gente ouve que precisa se exercitar e, ao mesmo tempo, teme que o esforço piore o quadro.

É exatamente essa a questão que a fisioterapia neurológica precisa resolver caso a caso: a dose. O exercício tem de desafiar o sistema nervoso sem agravar a fadiga, e o que define esse limite é o desempenho observado repetição a repetição, considerando a atividade do surto e até a temperatura do ambiente. Sem essa medida, o mesmo exercício que ajuda uma pessoa esgota outra.

Como a fisioterapia atua

Durante o surto — orientações de posicionamento e transferências, indicação de dispositivos auxiliares provisórios, manejo do tônus e da fadiga. Exercícios específicos, na medida certa para cada caso, podem ajudar na fadiga, na dor e na prevenção de compensações que atrasariam a recuperação.

Na recuperação das sequelas — a avaliação identifica as dificuldades apresentadas, e os exercícios selecionados favorecem a ativação das vias afetadas pela desmielinização decorrente do surto, para que o sistema nervoso se reorganize e retome ou melhore as funções perdidas.

Entre os surtos — manter o melhor desempenho possível amplia a reserva funcional com que a pessoa enfrenta um novo surto. Como as perdas de um novo surto se somam às anteriores, o trabalho contínuo sobre força, equilíbrio e coordenação tem papel na condição em que cada novo episódio encontra a pessoa.

A questão da dose

A fadiga é uma das queixas mais frequentes na esclerose múltipla, e é comum o receio de que o exercício a piore. Por isso a dose é o centro do trabalho:

  • os exercícios são individualizados e consideram a atividade do surto, a temperatura ambiente e o nível de fadiga do dia;
  • o desempenho é avaliado em cada repetição, o que permite identificar a dose adequada;
  • os exercícios são propostos em diferentes posturas, condições e demandas, selecionadas caso a caso;
  • a longo prazo, com ganho de força e resistência muscular e com orientação de conservação de energia, a fisioterapia pode contribuir para a redução da fadiga.

Perguntas frequentes

Posso fazer fisioterapia durante um surto de esclerose múltipla?

Sim. Cada surto é único em cada pessoa. Orientações de posicionamento e transferências, indicação de dispositivos auxiliares provisórios e manejo do tônus e da fadiga já ajudam no próprio manejo do surto. Exercícios específicos, na dose certa para o caso, podem ajudar na fadiga, na dor e evitar compensações que atrasariam a recuperação.

A fisioterapia não vai aumentar a minha fadiga?

Os exercícios na esclerose múltipla precisam ser individualizados e considerar a atividade do surto, a temperatura ambiente e a fadiga. Eles devem desafiar o sistema nervoso sem agravar a fadiga — por isso o desempenho é avaliado a cada repetição, o que permite identificar a dose adequada. A longo prazo, com ganho de força e resistência e com orientação de conservação de energia, a fisioterapia pode contribuir para reduzir a fadiga.

Como a fisioterapia ajuda a recuperar as sequelas de um surto?

A avaliação identifica as dificuldades apresentadas, e os exercícios selecionados favorecem a ativação das vias afetadas pela desmielinização decorrente do surto. Com isso, o sistema nervoso se reorganiza para otimizar o funcionamento dessas vias ou estabelecer novas conexões, retomando ou melhorando as funções perdidas.

Como a fisioterapia ajuda a enfrentar um próximo surto?

As perdas de um novo surto se somam às que não foram recuperadas do anterior. Se um surto afetou a força das pernas e a recuperação não foi completa, o próximo encontrará alguém que já apresenta fraqueza. Manter o melhor desempenho possível entre os surtos amplia a reserva com que a pessoa enfrenta um novo episódio.

Preciso de acompanhamento médico junto?

Sim. O diagnóstico e o tratamento da esclerose múltipla são conduzidos por médico neurologista. A fisioterapia atua na reabilitação, junto a esse acompanhamento.

O Instituto Glia atende em domicílio?

Sim. Além dos consultórios em Alphaville, Barueri, o Instituto realiza atendimento domiciliar.

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Autoria e revisão

Conteúdo sob responsabilidade técnica de Dra. Tatiana de Paula Oliveira — Crefito-3/31193-F.

Última atualização: 28 de julho de 2026

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